Mrs. Cleopatra

{Migs, olha que legal, depois de meses ausente, o espírito da blogueira baixou aqui de novo!}

Delineador. Um item que faz toda a diferença no rosto de uma pessoa, que é indispensável numa boa maquiagem.

Fonte: totalbeauty.com

Sempre tive problemas bem chatos com delineador, a.k.a. ele escorrer e eu ficar só um tico macabre-looking. Como eu já falei no post da M.A.C., a salvação veio com o Liquidlast Liner; mas tudo o que é bom acaba e um dia eu me vi no desagradável impasse de desembolsar uma pequena fortuna (!) ou ficar sem delineador. Pesquisando loucamente, descobri que o Infinite Liquid Eyeliner da Milani substitui muito bem o LLL e por 1/6 do preço (visto que vem o dobro de produto e custa um terço do outro). Arrisquei, comprei e não me arrependi: ele fica muito bem na pálpebra. Não dura infinitamente como o da M.A.C. mas só borra depois de 12h num dia quente e úmido de verão e sem primer, nem sombra, nem nada.

Mas já viu makeup junkie sossegar? E daí que o produto funciona? Quero testar mais!!!
E foi nessa que adquiri: Fluidline (M.A.C.) e Smudge Stick (Stila), ambos em marrom (porque, makeup junkie as I may be, eu não teria QUATRO delineadores da mesma cor). O FL foi por sugestão de uma amiga, que tem o preto e jurou de pés juntos que não borra por nada. O SS veio numa paleta de sombras da Stila (In The Light – forte candidata a uma resenha!). Tenho o mesmo a dizer sobre ambos: borram! Vi resenhas sensacionais deles no MakeUpAlley, vi pessoas dizendo que tinham uma duração fantástica… Balela. Eles até que não borram de um jeito muito feio, aguentam razoavelmente na ausência de calor, de modo que só uso em dias fresquinhos e nos quais só ficarei fora de casa por algumas poucas horas (i.e., nunca). Pra diminuir as chances de terminar o passeio com adoráveis olhos de guaxinim, eu passo sombra bege como base e sombra marrom, com pincel de delineador mesmo, por cima. O ruim deste método é que  eu sujo um pincel a mais de delinear (classe média sofre).

Eu também comprei o *soem as fanfarras* Wet n Wild Mega Eyes Creme Eyeliner (nome pomposo ou o que?). Ele tem uma durabilidade bem razoável, embora não se equipare aos líquidos. Pena que a pestinha ficou seca demais pra ser usável em apenas um mês – e olha que eu deixei fechadinho, com a tampa virada para baixo, etc, como rezam os guias de conservação de delineador em gel. Este, aliás, é um mérito do Fluidline: tenho desde agosto/12 e tá com uma consistência ó-te-ma. E, finalmente, na vontade de testar um delineador tipo canetinha, adquiri o Milani Eye Tech Extreme. Durabilidade razoável, mas longe do ideal. Acabei usando ele para dar acabamento no delineado feito com o líquido e para retoques – assim funciona muito bem.

(E olha só! Parece que, no fim, eu fiquei com vários delineadores da mesma cor. Hahahahahah)

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Henna tips

Demorou, mas acho que é hoje que cumpro minha promessa. Um post sobre cuidados com henna para o cabelo.

Henna requer muito cuidado. Primeiro, há muitas “cores” de henna por aí. Louros, pretos, vermelhos… isso NÃO é henna pura. Henna é simplesmente vermelha, e variações de cor podem ocorrer dependendo da safra e da localização (i.e., uma henna iraniana pode ser ligeiramente diferente de uma indiana). Mas será sempre um tom puro de vermelho, que encapará seu fio, de cuja cor dependerá o resultado final.

Algumas substâncias confiáveis são usadas em misturas de henna, como camomila, ruibarbo, amla e curry (para um resultado mais dourado) e vinho tinto (vermelho escuro). “Henna preta” pode ser especialmente perigosa porque em algumas há a tóxica substância PPD (mais info aqui). Para tingir o cabelo de preto a mistura é henna e índigo (que, curiosamente, é azul, sendo usado para tingir jeans). Até esta mistura, entretando, requer cuidado: o ideal é passar henna primeiro e índigo depois. Isto porque a henna passa algum tempo liberando pigmento em meio ácido, o que não acontece com índigo. Outra opção segura é preparar a henna (explico como mais abaixo) e só na hora de aplicar adicionar o índigo. Há como tingir o cabelo de castanho com henna e índigo também – é só observar as proporções.  Há ainda a tal “henna transparente” ou neutra, que na verdade é outra planta  (Cassia obovata), a qual confere os benefícios da henna sem a coloração avermelhada.

E quais são os benefícios? Henna, curiosamente, resseca um pouquinho os cabelos logo na aplicação, mas fortalece-os e ajuda a manter o couro cabeludo saudável. Há quem diga que henna e Cassia obovata condicionam o cabelo; acho que isto depende do tipo do fio. Dá pra neutralizar o ligeiro ressecamento fazendo um gloss de henna, ou seja, adicionar condicionador, azeite de oliva, óleo de argan ou qualquer umectante da sua preferência. Isto, entretanto, pode diminuir um pouco a capacidade de aderir ao fio, ou seja, a cor pode ficar mais fraca. A da Lush vem com manteiga de karité. Como henna encapa seu fio, esqueça progressivas – na verdade esqueça todas as químicas que dependerem de abrir as escamas do fio para funcionar. Ah, sim! Henna relaxa os cachos, deixando o cabelo um pouco mais liso.

Henna MANCHA. Sua pele, suas roupas, sua casa… Aplique no quintal se puder. E peça ajuda (se bem que algumas cabeleireiras trabalham com henna no salão, é só conversar). Li o relato de  uma menina contando que não lhe ocorreu usar luvas e ficou três dias com as mãos laranjas! Além das luvas, é bom passar um pouco de vaselina na linha do cabelo e, muito importante, tirar brincos e colares. Henna NÃO pode, de modo algum, entrar em contato com metal. Parece que isso faz com que ela fique… verde. Ninguém quer acabar com cabelo verde. Ah, henna NÃO sai. Só mesmo com uma descoloração. Mas cuidado, se não foi henna pura 100% que você passou no cabelo podem acontecer coisas desagradáveis juntando com água oxigenada – como seu cabelo cair todo. Henna desbota um pouquinho com as lavagens, o sol e o secador. Ainda assim, a cor vai ficando mais rica e profunda à medida em que você aplica mais vezes.

E como se prepara a gororoba pra passar no cabelo? Bom, henna libera pigmentos em meio ácido. Pegue o pozinho e misture com suco de limão (mas coe os pedacinhos de polpa, ou será problemático tirá-los do cabelo depois) ou um chá ácido de ervas (não sei qual chá e ácido, desculpem) até ficar com consistência de purê de batatas. Use só água filtrada no seu chá ou caso queira colocar menos suco de limão e mais água (se você tiver pele sensível, por exemplo). Vinho e vinagre funcionam também, mas deixam a mistura com cheiro ruim. Deixar a henna em temperatura ambiente ou num lugar quentinho (tipo perto do aquecedor) ajuda o processo de liberar pigmentos e confere uma cor mais bonita. Depois disso misture um pouco mais de suco de limão ou água até ficar com consistência de iogurte.

E aplique sem dó. Henna deve ser aplicada em abundância! Limpe bem o que escorreu pra pele (isso VAI acontecer) e cubra tudo com filme plástico, bem apertado. A não ser que você queira uma cor mais escura – neste caso deixe oxidar e cubra só com uma touca de banho (mas arrume uma bem apertada pra não ficar caindo henna em você!). O tempo de pausa depende do resultado desejado. Tem quem durma com henna no cabelo! Eu fiz um teste de mecha (SEMPRE faça!) e concluí que o ideal é deixar por 4 horas para mim. Mas admito que nunca experimentei deixar por mais tempo (“lama de henna” pesa na cabeça, tsá?).  Nos primeiros 3 dias fica bem acobreado, mas oxida e escurece pra uma cor mais sóbria. Eu sabia disso mas entrei em pânico assim mesmo na primeira vez em que tingi e vi minha cabeça LARANJA.

Henna deixa o cabelo com uma cor linda, é natureba, não faz mal nem pra você nem pro meio ambiente (faça um teste de alergia em todo caso: coloque um pouquinho no antebraço, tire depois de uns minutos e aguarde 24h por reações alérgicas). Escrevi este post porque não achei nenhum material razoavelmente instrutivo em português sobre o assunto. Leia mais (em inglês) baixando o livro gratuito aqui. Foi de onde tirei a maioria das informações deste post.

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Metalinguagem, II

Quero recomendar a leitura de um blog sensacional a vocês: Beauty and the Bullshit, escrito pela sarcástica e diabolicamente esperta Rowena. Após anos trabalhando na indústria de cosméticos ela resolveu fazer um serviço de utilidade pública e desmascarar as maiores tapeações que eles tentam pra nos levar a comprar mais e mais. Em seu blog ela conta, por exemplo, que empresas cosméticas não têm fábricas, mas escritórios. Ou seja, os lápis de olho da NYX e da Chanel – surprise surprise! – podem ser do mesmo fornecedor.

Dois must read [isso existe?]: Why Are Lipsticks Like Marie Antoinette e Pencil Pornication.

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Neal’s Yard Remedies

Há muito tempo eu concluí que vale mais a pena comprar cosméticos estrangeiros que nacionais (levando em conta custo X benefício) e resolvi fazer o possível para comprar tudo que desse da gringa. A feelunique, minha favorita absoluta, tem suprido minhas necessidades quase completamente neste aspecto. E foi lá que vi os produtos Neal’s Yard Remedies, marca britânica de produtos naturebas.

Um dos produtos que adquiri foi o Soothing Starflowe Daily Moisture. Tenho pele muito sensível que fica vermelha fácil (rosácea), e tinha altas expectativas sobre este produto. A elegante embalagem de pump e vidro azul seduzem à primeira vista, mas o cheiro, infelizmente, não é bom. Não lembra em nada cosméticos ou flores. Meu namorado definiu como “gordura de frango”. Yuck! Eu não saberia dizer porque faz alguns anos que não como carne nenhuma. Como hidratante ele funciona razoavelmente bem, mas deixa a pele repuxando um pouco. É estranho porque ele é bem… denso. Ajuda um pouco a acalmar a vermelhidão, mas não achei nenhum milagre. Pelo preço (£ 22,50 por 100 ml) eu esperava mais. É o mesmo preço por ml do Celestial da Lush, que é infinitamente superior em quase todos os aspectos (depois faço uma resenha).

O outro produto que adquiri foi o Wild Rose Daily Moisture SPF 30, porque precisava de um protetor solar e este, por conter óxido de zinco, me pareceu uma boa escolha. Bom, o cheiro é fortíssimo – pelo menos este cheira a rosas. Mas ele arde um pouco nas partes sensíveis da minha pele. E para piorar, MANCHA as roupas de branco, e não sai nem lavando. Depois de perder duas peças de roupa por causa deste protetor solar, parei de usar.  Curiosamente, porém, ele protege muitíssimo bem a pele de queimaduras solares. Todas as vezes em que usei não queimei nadinha nadinha, o que é um fato para comemorar pra mim. Outro problema dele é que nem posso deixar para o próximo verão, já que sua validade é de pífios 3 meses. É o preço que se paga pela ausência de conservantes, bebê! A validade do outro, caso haja curiosidade, é 6 meses depois de aberto.

Um detalhe curioso: este hidratante é um ímã para abelhas. Descobri empiricamente – e não foi nada agradável.

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E o que eu deveria comprar?

É isso aí. Você travou conhecimento com a maquiagem aos 12 anos, num dia em que você queria ir bonitinha pro evento nerd de Magic e D&D da escola. Aí você foi à perfumaria, viu todos os lápis de olho e, sem entender como um deles podia custar R$ 2 e o outro R$ 20, levou o mais baratinho. No grande dia, você passou toda feliz aquilo na sua linha d’água e saiu se achando a Elvira Rainha das Trevas! Ao chegar em casa, a primeira decepção de muitas com maquiagem: o lápis preto escorreu lindamente e de Elvira você passou a Nosferatu com insônia.

Saber o que comprar em termos de cosméticos é uma arte. Quanto gastar? O que comprar? Preciso mesmo disso? E essa blogueira, está falando a verdade ou é só jabá?

Eu não tenho a pretensão de dar  um guia completo e milagroso, mas eu normalmente compro coisas que me deixam muito feliz e acreditando que gastei direito. Então eu tenho algumas dicas que acho que valem a pena ser compartilhadas!

Você precisa mesmo? Amygha, se você só usa sombra pra ir à balada e nunca usaria um pink flamejante (!) não tem razão para comprar uma paleta de 29037289472987 cores intensas. Mas sombras eu diria que vale a pena comprar em paletas porque sai mais barato que comprar individualmente. Se você estiver começando compre uma paleta menorzinha (algo como 10 sombras) com cores que você se imagina usando. Afinal, cosméticos são pra serem usados, não pra ficarem bonitos na sua penteadeira!

Creio que este parâmetro é a primeira coisa a considerar quando se fica tentada a comprar algo. Já tem 3 máscaras pra cílios? Isso vence em 6 meses, termine de usar antes de comprar mais!  😉

O preço está razoável? Eventualmente, pela vida, você vai achar alguma coisa linda e perfeita de que você precisa. Pesquise antes de comprar! Aquilo que está custando 40 conto no stand do shopping pode custar $6 internet afora. Mais uma coisa: quanto o produto é caro por ser bom? E pela hype?

Você tem certeza de que o produto é tudo o que você espera? Eu sou o tipo de pessoa que prefere ter 4 batons excelentes a ter 40 mais ou menos. Assim, eu não me importo em gastar um pouco mais pela qualidade superior. O único problema é que não necessariamente existe uma relação direta entre quanto você pagou e a qualidade do produto adquirido, e seria uma chateação enorme gastar uma dinheirama num produto que nem é tão bom assim ou cujas qualidades podem ser encontradas em produtos mais baratos. O ideal seria testar amostras de TUDO antes de comprar – as estrangeiras têm esta oportunidade. Vejo várias blogueiras contando que em suas procissões por Macy’s e Sephoras gringas elas saem com as mãos LO-TA-DAS de amostras gentilmente oferecidas por vendedoras. Por que no Brasil não é assim?

Uma vez fui comprar um higienizador de pincéis na Contém 1g. A vendedora, ao me dar a sacola, disse com ares de quem faz caridade: “Eu te dei duas amostrinhas do nosso primer.” Qualé?? Eu nunca tentei pedir amostras mas ouço dizer que as vendedoras ficam escandalizadas e dão o mínimo possível. Acho isso um tiro no pé por parte das marcas. Além de não divulgar os produtos de uma maneira convincente (ou tem algo mais convincente do que mostrar o quão bom, bonito e barato o seu produto é?), fica uma impressão de que elas desvalorizam os consumidores brasileiros.

Eu contorno este problema de duas formas: lendo reviews insanamente pela internet (o que seria de mim sem o Make Up Alley?) e testando produtos que minha mãe/amiga/enfim comprou e liberou pra teste. Eu nunca leio uma só opinião, e presto mais atenção àquelas de pessoas com características parecidas com as minhas (tipo de pele/cabelo, cor dos olhos, etc).

É fake? Você agora só usa M.A.C. mas não tem grana pra sustentar o luxo. Aí você acha um kit de 29038392048 pincéis M.A.C. por $50 no eBay e fica feliz que nem pinto no lixo. É fake, FAKE!!! Falsificação deslavada. Antes de comprar uma coisa que não seja de um site/loja suuuper confiável, desconfie. Olhe os reviews, vá ao site oficial da marca e veja se aquilo existe. A não ser que você não tenha problemas com passar coisas de origem e meios de fabricação desconhecidos na sua pele. Eu não recomendo. Eu levo muito a sério todos os cosméticos que uso justamente porque o que você passa na pele e no cabelo todo dia tem que ser levado a sério. Quanto a pincéis… sei lá, acho melhor comprar um Brigette’s Boutique ou mesmo um kit salafrário no DX; a primeira responde pela qualidade do que vende e o segundo você já sabe que é fake e cobra um preço muuuito razoável.

Pesquise, pesquise, pesquise. Você eventualmente vai esbarrar com um produto que parece ter sido feito PRA VOCÊ. Antes de fazer aloka e comprar na primeira loja que achar, give it a further look. Procure por “dupes”  – às vezes um delineador Milani substitui muito bem um M.A.C. e custa uma fração do preço.

Testa em animais? COME ON! Vai no site do P.E.T.A. e dá uma olhada, ou mesmo põe no Google “<marca> animal testing” ou algo assim. Tem muitas opções legais de cosméticos cruelty free. Pros veganos é mais difícil, só posso sugerir a Lush no momento.

Acho que é “só”. Talvez eu atualize este post futuramente com mais coisas que considerar necessárias. Realmente espero que ajude alguém!

P.S.: Sim, todos os causos fictícios narrados acima aconteceram de verdade. Comigo.

Argan Oil Adventures

Tudo começou com as blogayra rycah falando sem parar do Moroccanoil. Fiquei com vontadinha, mas quase caí de costas com os preços – mesmo na gringa. Além disso, marcas altamente desejadas (como M.A.C. , Skin79 e a própria Moroccanoil) viram alvos de falsificação, dificultando ainda mais as já difíceis compras internacionais. Mas pagar R$ 300 num produto pra cabelo que vai embora pelo ralo não dá. E agora?

Felizmente, várias marcas mais acessíveis começaram a produzir suas próprias versões do cobiçado óleo. Resolvi começar simples: Inoar Argan Oil. Barato (tava R$ 60 quando comprei!) e nacional. Comprei desse site aí mesmo e, naturalmente, chegou direitinho e dentro do prazo.

Eu honestamente gostei MUITO. Meu cabelo tava numa fase de ressecamento e amargura e espiral descendente e bláh. Ele tem um cheiro difícil de definir mas que me agradou. É bem grosso – tem consistência de mel, mais ou menos. Dizem que dá pra usar óleo de argan de vários jeitos, e eu aprovo todos:

– Finalizador: Passe no cabelo úmido pra ele secar  mais rápido no secador (diz a lenda que é protetor térmico também). No cabelo seco ele dá brilho e diminui o frizz.

– Misturado à máscara hidratante: potencializa a hidratação (ORLY?).

– Misturado à tinta: ajuda a cor a ficar bonita e a não ressecar. Nunca usei com tinturas tradicionais mas vai bem com henna.

– Umectante: acho que é o melhor. Se o seu cabelo tá seco, seco e arrasado… Passe bastante óleo de argan – literalmente deixe o cabelo grudando de encharcado – prenda por mais ou menos uma hora e depois lave. Milagroso, sério.

Teve um uso alternativo e não-oficial que desenvolvi também. Na “fase de ressecamento e amargura e espiral descendente” eu tava tão desesperada que vi uma “””promoção””” no Peixe Urbano, ClickOn, Groupon ou algo assim de cristalização capilar e comprei. Tinha feito isso há muitos éons na cabeleireira de Cerquilho e tinha dado um efeito sensacional. Ela, infelizmente e por motivos que desconheço, parou de fazer este tratamento e eu fiquei chupando o dedo. Basicamente, o sujeito lavou meu cabelo com um shampoo anti-resíduos, PODE ter passado algum condicionador (não me lembro), jogou um secador sem dó, encheu meu cabelo de óleo de argan Inoar, fez uma chapinha e voilà. E eu paguei 100 dilmas nisso. Bom, depois disso aprendi minha lição (EU ACHO) e comecei a fazer isso: lavava o cabelo como sempre, jogava ar quente sem só, enchia o cabelo de óleo de argan e chapava. Honestamente não ficou tão diferente assim do que o sujeito fez – e por uma fração irrisória do preço. Nada a ver com a cristalização do salão de Cerquilho BTW.

Com meu uso ~desenfreado~ eu vi o óleo perigosamente aproximar-se do fim. Compro mais um? Gosto de testar coisas novas e resolvi me arriscar com Orofluido, uma mistura de óleos de argan, linho e cípero (cyperus?) da Revlon. Comprei num duo pack que vinha com a máscara, pelo mesmo preço do óleo sozinho. Como custou umas 20£ e a libra tava menos de R$3 (bem menos – ô saudades!) ficava mais barato comprar esse que o Inoar. E ainda vinha com máscara. Não consegui pensar muito mais (apreciem as contas de custo-benefícios de uma viciada em cosméticos!).

O Orofluido é bem mais… fluido (ORLY?²) -praticamente um serum.  Também é muito bom e pesa menos no cabelo que o da Inoar. Este, em contrapartida, faz uma umectação mais efetiva, acho eu, justamente por ser mais denso. O que realmente ganha disparado no Orofluido pra mim é o cheiro: baunilha e âmbar. Delicioso. Da máscara de tratamento, que tem o mesmo cheiro, posso dizer que é bastante hidratante e deixa o cabelo macio e cheiroso. Pelo preço na feelunique vale a pena. Ela só tem dois probleminhas: não tem instruções na embalagem em si – tem que olhar a caixa, o que é meio desagradável se você só perceber quando já estiver no banho prestes a usá-la. Além disso, as instruções dizem 3 – 5 min, mas ela faz um efeito legal mesmo deixando pelo menos 20min.

Tanto a Orofluido quanto a Inoar têm linhas completas de produtos com óleo de argan. Mas eu não testei nada além disso então encerro por aqui as resenhas.

Só achei válido comentar que uma vez fiz uma hidratação no salão com Moroccanoil – foi a oferta da cabeleireira no lugar de uma cauterização pra me usar de cobaia. Ficou muito muito muito bom. Mas não me parece correto comparar hidratação de salão com hidratação caseira, afinal, rolou shampoozinho Kérastase, 20 minutinhos no calor e experiência de cabeleireira…

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Metalinguagem

Li e recomendo. Julia Petit fala sobre blogs, publicidade e mídia na Campus Party.

E já que estamos falando da ruiva, vão lá no Petiscos! Adoro os textos deles e a Julia faz meus tutoriais favoritos de maquiagem!

Happy Caca Head

Lendas urbanas?

 

Exóticas, atraentes, picantes. Quem não gosta de ruivas? Acho que toda mulher, em algum momento da vida, resolve que chegou a hora de ficar com cara de badass – e que jeito melhor de fazer isso do que se transformando numa bela cabeça-de-fogo? Eu aderi. Fazia teeeeeempo que eu queria ser ruiva (coisa de 7, 8 ANOS). Agora, morando sozinha e com 20 anos, resolvi que eu podia me permitir esta extravagância.

Não que minha cor natural fosse feia. Na verdade muita gente elogiava e cabeleireiros sempre me diziam que a galera fazia muuuito pra chegar naquela cor – sem sucesso. Pra não deixar vocês curiosos (?), apresento uma foto velha demais. Foi meu aniversário de 15 anos, e eu estava toda boba com o primeiro buquê que ganhei na vida (da minha mãe, pra sua informação):

 

Contemplai minha juba!

(Saudades da cabeleira selvagem.)

 

Minha primeira dúvida foi: como? Eu não tinha coragem de comprar qualquer tintura e tacar no cabelo. Teria que ir ao salão… Não queria andar por aí com uma cor manchada e bizarra. A cor é outro problema: essas tinturas comerciais têm numerações estranhas e pouco intuitivas, como vocês podem ver na imagem abaixo:

 

Agora você já é uma excelente colorista!NOT

(Gente, tem essa marca d’água do meninaprendada.com então provavelmente foi ela que fez a imagem. De qualquer forma: NÃO FUI EU QUE FIZ, PEGUEI DA INTERNET, OK?)

 

E o estrago? Muita gente que tingiu se arrependeu. Disse que o cabelo ficou podre e nunca mais voltou a ser o que era. Meu cabelo já é seco e estragado por natureza e, mesmo usando bons produtos e tudo, ele não fica 100%. Então além da facada da ida mensal ao salão eu teria que arcar com a facada de reconstruções, hidratações em salão, etc. Confere, produção?

 

Não! Resolvi tingir com henna. (Não é hennê, gente! Esse parece que alisa e estraga demaaaais.)

Henna (Lawsonia inermis) é uma simpática plantinha cujas folhas, depois de secas e trituradas, conferem um delicioso vermelho a cabelos, pele e qualquer coisa em que você derrubar. Isso é um detalhe importante! Henna só é VERMELHA. Se você comprou algo que diz que é henna mas é de outra cor não é henna pura, se é que tem alguma henna ali. Por exemplo: henna + índigo (outra planta simpática) = cabelo preto. Desde que bem executado, já que há sempre a possibilidade de acabar com madeixas verdes.

São atribuídas à henna propriedades fortificantes – pelo que entendi (e isso definitivamente não é minha especialidade) suas moléculas aderem às moléculas de queratina do fio, criando um tipo de filme vermelho translúcido. Assim, o resultado final de um tingimento com henna dependerá da cor inicial: um louro bem clarinho ficaria super vermelho, ao passo que um preto ganharia apenas alguns reflexos. Repitam comigo: henna não clareia! E dizem que é extremamente incompatível com água oxigenada (li por aí que esta combinação desmancharia os cabelos!). Na verdade, isso é um probleminha: é incompatível com tudo que é química. Nenhum metal pode entrar em contato com a henna (nem mesmo durante a sua preparação) e, como ela isola o fio (fecha suas escamas), permanentes e coisas assim não pegam em cabelo com henna.

Henna NÃO SAI. Desbota um pouco, mas pelo que sei não sai.

 

NÃO contemplai minha cara de bunda! ¬¬

 

(Reparem no laranjão na testa! Isso é uma mancha de henna na pele. )

 

Esta foto foi tirada no dia seguinte à primeira vez em que pintei. Brilho dá, né? Eu lembro que quase morry com esse laranjão que ficou – me senti uma palhaça. Henna, porém, oxida, revelando a cor que ficará em 3 ou 4 dias.

 

Contemplai a cozinha da minha casa! ¬¬ (a.k.a. preguiça de cortar o fundo no Toscoshop)

Eeeee… foi assim que ficou duas semanas depois que pintei pela primeira vez.

 

Branco fantasmagórico!

Esta aí em cima foi um ou dois dias depois da segunda vez em que pintei. Henna tem um efeito cumulativo até certo ponto, de modo que quanto mais você pinta, mais ‘colorido’ fica.

 

Cereja!

Esta foto eu tirei no domingo, logo depois da terceira aplicação de henna. Parece que ficou muito mais escuro mas na verdade isso é só porque esta é a única foto do post tirada à noite, sob luz artificial. Na verdade não mudou muito…

Estas fotos, infelizmente, não representam a cor obtida com muita precisão. Até porque cada uma foi tirada com uma câmera e sob uma luz diferente! Mas acho que servem pra dar uma ideia do que esperar de henna.

 

Falando em cereja, a cereja do bolo: que p**ra de título é esse?? A henna que eu escolhi como boa e segura pra passar na MINHA cabeça é a Caca Rouge, da Lush. Vocês podem ver e comprar no lush.co.uk. Eles chamam a série de henna deles de Les Cacas porque caca em francês é…. cocô. Isso é uma piada de duplo sentido: remete tanto ao fato de não ter nada que não seja natural no produto (100% orgânico!) quanto ao fato de que a pasta pronta lembra cocô (mães dizem que de neném; pra mim que sou gateira lembra cocô mole de gato). Mas eu adoro o cheiro – que não tem NADINHA de escatológico, juro! Ainda mais que a da Lush tem coisinhas naturebas pra ter um cheirinho legal. Pra mim lembra terra molhada – e acho muito muito melhor que cheiro de amônia e outras coisas terríveis que às vezes passamos no cabelo.

Henna é um assunto interessante e detalhado. Pra não ficar cansativo, deixo pra um próximo post detalhes mais técnicos sobre a henna em si. Por enquanto, só digo isso: Les Cacas são confiáveis!  😉

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M.A.C.

É. Eu prometo não fazer mais do mesmo e ataco com um post sobre M.A.C.  SHAME ON ME!

Bommm, eu nunca tive coragem de comprar M.A.C. no Brasil. Os preços aqui são abusivos. Mas no exterior os preços, tendo em vista a qualidade dos produtos, é bem razoável. Eu só não entendo todo esse estardalhaço que fazem sobre a marca – porque é muito boa, mas muitas outras também são! Eu suspeito que eles têm um departamento de marketing e relações públicas muito bom. Sem contar que essa coisa de ficar lançando 4455654 edições limitadas todo ano deixa a meninada louca querendo comprar tudo – porque afinal, ela só vai poder comprar a Opulash da Mulher Maravilha, que só difere da normal pela embalagem, uma vez na vida!

Aí eu estava precisando de umas coisas e pedi pra um amigo, que estava pra voltar do Canadá, comprar umas coisinhas pra mim na loja da M.A.C. que tinha na esquina da casa dele.

 

Liquidlast Liner: Foi por causa do danadinho que a epopéia começou! Eu tenho uma colega de faculdade que se maquia muito bem. Um dia fui lá e perguntei a ela que máscara pra cílios ela usava. Ela não só disse como também foi contando todos os favoritos dela… E ela usava o Liquidlast. Eu quis muito comprar porque ela disse que ele não sai por nada (“Eu uso ele na praia! Mergulho e ele não sai!”) e eu sempre tive esse probleminha com qualquer lápis de olho ou delineador que eu tinha usado até então. E gencthy… vale a pena. Eu já tomei banho, chorei, passei o dia todo por aí e ele ficou impecável, do jeitinho que eu tinha passado. Admito que num banho quente + esfregação de olhos (não façam isso em casa!!) ele desbotou um pouquinho.

Mas então como tira?? Ah… só com demaquilante bifásico, pelo menos na minha experiência. Eu usei um da Nivea (Nivea Visage Double Effect, uns 20 reais na Drogasil) e o Bi-Facil da Lancôme (que custa uns 140 reais no Brasil, 26 dólares nos E.U.A.). Ambos funcionaram (aliás, pretendo fazer um post comparando-os).

Uma coisa que muita gente gosta nos Liquidlast é que eles têm um pincelzinho com cerdas mesmo, ao contrário da maioria que tem aquela pontinha fina de feltro. Honestamente, eu achei mais difícil assim. As cerdas são muito moles, o delineador é muito denso e eu sempre fazia caca: tinha que limpar os cílios com demaquilante e cotonete.  Resolvi meu problema usando o pincel E05, da Sigma, pra aplicar. Também tentei com um chanfradinho que veio no meu 12 pc Synthetic Cosmetic Brush Set da Brigette’s Boutique, que com certeza era melhor que o pincel do delineador, mas ainda prefiro o E05.

 

Opulash: Eu estava sem máscara para cílios (sim, é possível sobreviver assim!). Eu já acho meus cílios longos e curvados o bastante, mas queria mais volume. A promessa de cílios suuuuper volumosos da Opulash me ganhou e eu pedi essa. Hah! Que dó de mim! Ela dá um efeito super natural. É mais grossinha do que as máscaras que eu tinha usado até então, ou seja, se pesar a mão ela gruda seus cílios todos e você fica com aquele visu ‘cinco cílios grandes’. Eu lido com isso tirando o excesso num papel. Daí eu não tenho volume nenhum, mas pelo menos meus cílios ficam pretinhos e levantadinhos. Uma coisa que gosto muito nela é que ela dura bastante, apesar de não ser à prova d’água, e ela não borra. Quando você lava o rosto, ela sai em flocos, e não como uma tinta (too bad pra quem curte o aspecto de um pandinha fofo?).

 

Lip Conditioner FPS 15: Tem em bastão, em tubo e em potinho; o meu é no potinho. Esse aí pra mim é só amor. Uso todo dia. Por determinações do cosmos que não compreendo, meus lábios estão sempre secos e rachando, não importa a estação do ano ou que eu beba uns bons 2 litros de água todo dia. Não mais! Minha boca nunca mais foi a mesma depois desse balm. Agora as coisas só ficam feias quando esqueço de usar. Isso aliado a um lip scrub que aprendi a fazer no canal do YouTube da Michelle Phan (conhecem? Vão ver! A menina é ótima, eu recomendo) me deixaram com os lábios que eu sempre quis. O que é muito importante pra poder usar o…

 

Tinted Lipglass: É um gloss super gudentinho (a.k.a. não combina com cabelón ao vento, menines!). Eu tenho um na cor Pink Lemonade; não sei se esta é a melhor definição para a cor mas eu diria que é um rosa com fundo alaranjado, meio pêssego. Ele é lindo e diz que tem propriedades hidratantes. A verdade é que ele vai realçar cada linhazinha e pele morta meio solta nos seus lábios. Então não se atreva a usar isso se sua boca não estiver o.k. – você vai ficar lynda, só que ao contrário.

 

Pra fechar o post, uma recomendação: se você, assim como eu, gosta de saber o que esperar de um produto antes de comprar, visite o makeupalley.com . Está tudo em inglês, mas tem muitos reviews sobre praticamente qualquer produto que você está pensando em adquirir. Dependendo, tem reviews em sites que vendem (o próprio maccosmetics.com tem reviews dos produtos) mas eu gosto mais do makeupalley.  Esta opinião pode soar um tanto polêmica, mas eu confio mais nos reviews das gringas do que das brasileiras. Sabem por quê? Elas não têm este deslumbramento todo por causa de um M.A.C. na mão e se não gostam do produto, criticam sem dó. As resenhas de brasileiras pra mim parecem, às vezes, muita vontade de se exibir e também muita emoção por estar usando um produto importado.

Mais do mesmo?

Eu sei. A blogosfera (se é que existe tal coisa) está saturada de blogs sobre cosméticos. Então, por que mais um?

Primeiro, e pode parecer risível: estatística.

Come again?

Bem, ler 30 opiniões sobre um produto pode dar uma idéia mais precisa sobre ele do que ler 5. Eu sou uma… cosmetics junkie (mas exagerada não sou!) e realmente acho que vale a pena dividir minha opinião sobre alguns bons (ou não) produtos que usei.

Mas não é só isso.

Eu não pretendo fazer mais do mesmo. Acredito que o tema tem espaço para reflexões que não vejo comumente por aí. Talvez reviews sejam menos frequentes que considerações sobre as motivações humanas, o meio-ambiente, o Universo, a vida e as coisas. Talvez até uma coisa não venha sem a outra! Vejamos o que consigo fazer deste espaço.

Assim como a chuva numa lâmina d’água cria ondas, espero que os círculos concêntricos destes pensamentos que ofereço a você, leitor(a), atinjam-no de uma forma positiva… E que minhas reflexões façam-no refletir também.